domingo, janeiro 22, 2006

I see no reason to move on

Minha bicicleta teimou em não pegar hoje. Deve ser o frio, que merda de inverno.

sábado, novembro 12, 2005

"...uma ferida que está sempre sangrando."

Cada vez que olho para trás recordo o quanto deixei - e deixo -. o tempo passar por besteira. Do passado que tanto condeno e que agora sinto falta. Não consigo compreender o que é isso. Talvez esteja ficando velho demais e que o fato de querer viver tudo novamente - e tentar mudá-lo - seria bastante prazeroso.

Uma perda de tempo.

Sinto falta da época que estudava em colégios, de quando conhecia todos na minha sala e tinha certeza que todos sabiam o meu nome.

Não, não! Tudo isso é falta do que fazer mesmo. Muito tempo livre fazem as pessoas pensar. E como eu tenho TODO o tempo do mundo livre, essa é a única coisa que eu faço. E o foda é que em 90% do tempo está acontecendo uma auto-crítica interna. Estou lutando contra mim mesmo para que consiga tirar minha bunda dessa maldita cadeira e tentar fazer alguma coisa, nem que seja ir comprar pão na esquina. Não, não é vício do pc nem algo relacionado com pânico. Simplesmente voltei a fazer o que eu fazia a algum tempo atrás, voltei a lutar contra mim mesmo e estou perdendo essa batalha e a guerra...

...mas eu não desisto nunca (eu juro que mato quem criou isso).

Desistir da minha vida é uma coisa que nem chega perto da minha cabeça. Eu tenho força de vontade, só não tenho auto-estima para fazer as coisas. É muito díficil crescer enquanto todos lhe chamam de preguiçoso, irresponsável e ignorante. Eu acabei absorvendo tudo isso, um rótulo que descobri e venho lutando há pouco tempo atrás.

Pode ser a depressão que esteja voltando. Você sabe, um deslize. Eu não sou feito de ferro. Essas recaídas são fodas, acontece tudo o que eu li nos livros de psicologia que tenho aqui em casa. Culpa por coisas que não fiz, lamento por não estar fazendo algo útil, pensando que ninguém gostar de mim e sabendo que tudo isso é uma besteira.

É foda.

A minha vida está mudando pela 290423428409° vez e preciso contemplar essa mudança, me engajar em ser alguém e não ficar sentado esperando que algo aconteça - como já aconteceu.
Porém, existem motivos para eu ficar alegre, mas não vou detalhá-los. Infelizmente, isso é uma das coisas que gostaria de deixar comigo. Uma página em branco no meu diário.

O que é bom, meus amiguinhos virtuais, porque finalmente eu estou começando a aceitar que eu não posso agradar a todos. É meio estranho, mas sou assim. Me sinto mal quando alguem está mal. Eu me sinto péssimo quando deixo alguém mal, por mais que ela se esqueça dois minutos depois.

...

Sem post útil por hoje (como se todos os outros fossem úteis).

Leonardo Lobo

terça-feira, novembro 08, 2005

Agora sim está uma maravilha

Meus amigos, hoje é um dia que eu nunca esquecerei. O dia em que até nos momentos mais sofríveis da minha vida me lembrarei. Nunca irá ter algo que chegará aos pés do que aconteceu hoje.

Meu...

Meu computador...

... morreu.

Sim, meus caros, meu pc que eu comprei nos EUA está morto. Eu o matei por incompetência e falta de carinho. Neguei afeto e agora ele se foi. Meus amigos, meus irmãos, o que farei da minha vida? O que farei agora que não tenho nada para fazer? Arrumar um emprego, ter uma vida digna de um pós-adolescente? Não... eu não sei.

Foi praga de alguns, inveja de outros, uma conspiração contra minha pessoa.

É uma pena. Eu queria ser diferente, colocar um piercing e um brinco igual a todos, mas agora isso não parece ter sentido, já que gastarei toda minha grana, todo dinheiro que eu juntei numa sofrível época da minha vida, onde trabalhei feito condenado para comprar o meu computador. Meu super computador.

E agora vou ter que desembolsar o que restou do meu dinheiro. Sim.. por isso peço ajuda. O que eu faço: vivo ou volto a ser como era antes?

É uma difícil escolha, mas de nada vai mudar, pois sou assim e assim serei.

Desculpe sobre o novo template. Meu pc morreu.

Desculpe sobre novos posts, o meu pc morreu.

O bom disso tudo é que estou no meu antigo computador e achei minha pasta com texto não-publicados. Vou publicá-los assim que puder.

Leonardo Lobo

sexta-feira, outubro 28, 2005

O dia que descobri que tinha super poderes

Eu estava andando com meu colega pelas ruas da minha cidade, pensativo, distraído com os carros que passavam ou com as feições das pessoas. Me sentia mal, um mal estar estranho. Para passar o tempo e evitar vomitar de vez perguntei para o meu colega se ele conseguiria adivinhar o que tinha acontecido com as pessoas que vinham em nossa direção. Ele achou estranha minha idéia, mas concordou.

A nossa primeira vítima foi uma mulher que segurava sua bolsa contra o peito, andava rápido e tinha um rosto pálido, assustado. Devia ter mais ou menos 20 anos, era bonita, com um cabelo ruivo caindo sobre seu rosto suado. "Ela deve estar correndo de alguém, alguma coisa aconteceu há pouco tempo, e ela está segurando a bolsa como se fosse um escudo, tentando se proteger do que aconteceu ou do que irá acontecer", disse eu. "Não", replicou meu amigo, "ela devia ter sido uma colegial conturbada, era nerd e segurava a bolsa daquele jeito para se lembrar do tempo em que segurava o caderno da mesma forma".

Nós rimos, que pena que não podíamos ver quem tinha ganhado a suposição:ele ou eu. De qualquer forma, continuamos a andar, viramos a esquina e atravessamos a rua.

No momento seguinte, vimos um mendigo, sentado numa cadeira sem encosto, erguendo um copo de metal e sorrindo para cada pessoa que passava. Ninguém reparava, mas ele usava um paletó extremamente rasgado e sujo. "Ele deve ter sido um ricaço pelos trajes que está usando, provavelmente deve ter investido toda sua fortuna na época auge das empresas ".com" e perdido tudo em bancarrota. Perdeu a casa, carro, família, amigos e ficou sozinho. Deve ter fugido para cá com vergonha de ver sua família na rua e ter que tentar recomeçar do zero. Deu no que deu", falei. "Você não está completamente certo. Acho que ele era mesmo um magnata, mas fugiu no dia do seu casamento, porquê percebeu que aquela não era a vida que ele tanto desejava. Hipocrisia, corrupção, orgias e dinheiro - ele não nasceu para isso, então veio para cá, levando uma vida de mendigo, mas quando estiver de saco cheio, vai se levantar e ir para um banco mais próximo, resgatar toda sua grana. Por isso que ele não está nem aí, e continua sorrindo, como se a vida fosse bela". Assim era a hipótese do meu amigo.

"Talvez, talvez", eu disse, por dizer. Quando passamos pelo mendigo, ele estava resmugando algumas coisas, e acredite, eram em inglês. Meu amigo parou, por um momento, e olhou para ele, meteu a mão no bolso e tirou uma nota, colocando-a em seguida no copo do tal senhor. "Que Deus te abençoe” ouvimos, vendo um sorriso de um único dente. Meu amigo deu um sorriso de canto de rosto e virou-se de costas, até que ouvimos: "Cuidado, vocês não vão ter futuro quando chegarem ao seu destino. Muita coisa aconteceu e nem suas profecias poderão lhes salvar."

"Doido", concordamos e seguimos adiante. Minha náusea havia passado.

Chegamos onde queríamos: uma lan house. Percebemos um rapaz sentado na porta, com as palmas das mãos nos olhos. "Ele está chorando ?"perguntei. "Esse aí perdeu uma partida de Counter Strike e todo seu dinheiro, o mesmo dinheiro que ele pagaria a luz de sua casa, e agora está arrependido, porém não se pode fazer mais nada, só chorar", foi a resposta que ouvi. "Não", falei, "ele deve ser namorado daquela moça, do cabelo ruivo, e aquilo no rosto dela não era suor, era lágrimas". Pela segunda vez meu amigo concordou com o que eu disse, até que chegarmos perto do rapaz. Vimos uma arma ao seu lado. E ao olhar para nós, se levantou com ela em punho.

Num impulso tentei correr, mas tropecei em algo no meu lado, caindo no chão.

Tudo ficou escuro.

Acordei no meu quarto. Estava muito claro e tudo estava rodando, me sentia muito mal novamente. Fui ao banheiro, vomitei, peguei em seguida um remédio contra mal estar e tomei uns três(sim, eu tenho um desses no meu quarto). Sentei na frente do meu computador e vi que apenas o monitor estava desligado, liguei-o e percebi uma janela laranja piscando no canto inferior da tela. Era uma janela do MSN. Cliquei:


"BadWolf diz:
Estou indo para a lan house aí perto da tua casa, liguei para sua casa mas me falaram que você estava dormindo... flwz, a gente se encontra lá !"

Um déjà vu. Merda, odeio quando isso acontece. Ligo para o celular dele e atende um homem.

"Ei Bad, é você"?

"Bad ? Não meu senhor, eu não sou o dono desse celular, sou da polícia federal. Esse celular foi encontrado hoje de manhã na frente de uma Lan House aqui na rua do Distrito. Houve um homicídio, esse celular é da vítima".

...

Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, mas foi nesse dia que descobri que tinha o poder da premonição, QUE TINHA SUPER PODERES. Desde então venha trabalhando no departamento X da Policia Federal e ganhado uma bolada com a loteria.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Novamente

Bem, pela 3° ou 4° vez, eu volto revigorado, com vontade de escrever, com muitas idéias e pensamentos. Pena que tudo vai ser esquecido amanhã, mas não importa, elas vem com o tempo. E ae ?! Aconteceu muita coisa na sua vida ?! Que bom ! Na minha ?! Sim, aconteceu. Claro, vou contar, então crianças, senta que lá vem a história.
Como de costume, tenho que começar falando o que mudou do Leo gordão da foto abaixo e o Leo não tão gordão que está escrevendo para vós agora.
Estou escrevendo mais rápido ! Consequência de passar 25 horas na frente do computador (Sim, eu faço hora extra. Hauhaieuhaehaiueh.... merda ¬¬), com o mesmo humor sem graça e, digamos, um pouco mais experiente na vida.
Já estou no Brasil. Ainda bem. Me lembro com carinho dos 6 meses que passei nos EUA, porém não voltaria para lá tão cedo. Sim, meus amiguinhos, eu voltei para ficar. Para continuar sendo vagabundo, o que não é tão ruim. Que bom que tenho uma mãe tão paciente.
Eu deveria estar num cursinho ou algo do gênero, até entrei por duas semanas, até saber que não precisaria fazer vestibular para minha antiga universidade particular...
... a menos que eu continue pagando, é claro.
Ganhei uma grana preta trabalhando como pedreiro e comprei um super computador (olha soh que r0x), agora vou poder ficar 26 horas !!!!! (sim, eu arranjo tempo... uaheiauehaieuhaieuhae... huh >.<)
Vou fazer uma modificação no template dessa joça, algo que já devia ter feito a muito tempo. Sim, e não vai demorar, vou me empenhar, fazer com que na semana que vem o blog novo já esteja no ar. Não se preocupem, little child, não vou mudar de endereço. Continue visitando como você sempre visitou nesses 3 ou 4 meses de ausência (sem saco pra fazer calculo na cabeça).
Até Mais.

Leonardo Lobo

- Meu Orkut

sábado, abril 30, 2005

Historia Para Boi Dormir

Imagine a seguinte cena:

Tarde de Domingo. Conseguira sentir no rosto alguns, via o tempo escuro que se cofundia com a penumbra causada pelo por do sol; enquanto olhava para a moto preta, brilhante, intimidadora, a sua frente. Tentacao. Uma mao nas costas seguida de uma frase:
- Quer aprender ?
Um aceno e ja estara na garupa. Linda, pesadamente mortal e perigosa. Outras frase, enquanto olhava para os comandos. Aprendera. Uma outra mao na costa. Um chamado. Capacete. Esquecera o capacete. Ele apontou. Um limite, tinha um limite. "Vai e volta", disse.
"Olhe para ca". Uma luz. Uma foto. E acenou com a cabeca para proseguir.
Repetira os comandos. A maquina soltava ruidos estrondosos, bonitos quando misturado com a sensacao da adrelina correndo em nas veias.
Um suspiro. A mao tremendo. Medo.
"Foda-se", pensara. Estara ali para aprender, e nao para sentir medo. Uma sensacao nova. Acelerara. Seguido de uma infame tentativa de segurar a moto com os pes. Caiu. Arrastara por alguns metros. Parara. Sentia o ombro dolorido. Pedira ajuda para lenvantar. Tirou apressadamente o capacete. Olhara para a moto. A adrenalina, mais do que nunca, seguia pelo seu corpo, fazendo sua perna tremular. Rira da propria desgraca; quando sentira uma dor na mao. Olhou. Nao consiguira mover o dedo. Quebrado ? Nao, deslocado apenas. Olhara para o outro dedo. Mesma coisa. Deslocara dois dedos.

Merda.




10 segundos antes de cair

terça-feira, abril 26, 2005

Uma nova Esperanca

(Antes de comecar quero dizer apenas uma coisa, o teclado aqui nao esta configurado para ter acento, e eu nao quero configurar porque nao estou no meu pc. Eu vou comprar em breve, entao ate la, vai demorar um pouco para que as coisas voltem ao normal.)

Bem, tem algumas coisas que infelizmente eu tenho que contar. Quem quiser ouvir (ler) continue, quem nao quiser, que se foda.
Antes, vou resumir um pouco a historia para que todos consigam entender:
A uns 3 meses, apareceu uma oportunidade de vir para os EUA, e finalizando, eu vim. Estou aqui a 2 semanas, nao entendo porra nenhuma, mas ta tudo indo bem, eu nao entendia no Brasil mesmo.
Estou em Massachusetts, numa cidade do interior, vivendo com o marido da minha tia. Vou ficar por uns meses, mas pretendo pronlogar minha estada entrando numa faculdade aqui (putz, eh kra pra porr*). Eu nao sei como eu vou pagar, mas ta tudo ok, tambem.
Minha vida mudou de 0 para 100 (ou vice-versa). Estou trabalhando feito um cao (como qualquer pessoa de um pais de terceiro mundo que vem pra caa querendo melhorar de vida).

Bem, depois de uma semana limpando o campo de fut.. digo, o jardim do tiozinho, ele chegou perto de mim, disse: "bom trabalho, agora quero que jogue aquela bosta de vaca naquele lado ali"

Sim, estou fedendo. Quero voltar pra casa, mas tem uma coisa que me faz ficar... nao, nao sao as mulheres, quem me dera fosse. Aqui os PCs sao baratos pra kct, na semana passada eu ganhei 300 contos (dolares, filho[a]), e mais umas duas semanas eu posso comprar o meu.
Eu to morto, mas sou um morto feliz. To trabalhando, ganhando uma puta grana por semana, nao entendo porra nenhuma do que dizem (o que eh bom, porque assim eu posso dizer: "Nao te entendo, sorry") e tenho o meu quarto, sim, tenho o meu quarto. Eu ate pintei ele !!! Ta muito loco. Soh falta arrumar tudo e comprar o que resto...

Farewell

Leonardo Lobo

quarta-feira, março 30, 2005

- BEWARE - Long-Nosed Detected!

Vim aqui me despedir praticamente de vez, pois resolvi viajar para os EUA.
Essa vida que eu estou levando irá me matar mais cedo ou mais tarde. Minha mente está suplicando por uma nova vida, meu corpo está chorando para que eu comece a mudar, e eu estou jogado as traças (por assim dizer) só por ter escolhido viver a vida que tenho.
A de um vagabundo-nato.
Ainda bem que minha família não se encomoda muito com isso e continua a me sustentar... mas eu me encomodo.
Como disse em alguns posts atrás, eu não acredito em coincidências. Tudo está escrito em algum lugar, e nós somos levados até lá, sem que percebamos. E é ali que tomamos a decisão de ir ou voltar, então, entra na parada o nosso livre arbítrio e o nosso bom senso. Não existe a escolha certa ou errada, porque as consequências de cada uma vão ficar escritas na história para sempre. Então, não perca o seu tempo pensando no que fazer, faça e pense depois. Estou te falando, no final, tudo se ajeita.
Bem... continuando:
Voce acha que, a dois meses atrás, eu, no auge na minha "vagabundisse", pensaria que iria para os EUA viver com um tiozinho que só vi uma vez na vida? (há, depois eu falo mais sobre ele, entretanto, não pensem sacanagem)
Não?
Eu também.
Essa é uma daquelas escolhas que o destino lhe impõe, que o faz pensar em todas as alternativas e repostas existentes, e que sua decição irá mudar para sempre o rumo de sua vida.
Eu pensei várias vezes sobre isso. Várias mesmo. E cheguei a conclusão de que não existe nada me prendendo a este lugar, ao contrário, minha presença não é assim, tão significativa.
Então você diz: "Tá loco Leo? Se auto-desprezando? Você é meio peidado não é? E os teus amigos, parentes, vizinhas, cachorros, putinhas da esquina e o tiozinho da Coca-Cola? Como é que vão ficar?
Essa é fácil: tirando o tiozinho da Coca-Cola, o resto vão continuar com sua vida normalmente. Talvez para as putinhas eu faça falta, mas elas conseguem superar, assim como todo mundo.
Percebi que estou prendendo eles, segurando-os com uma corda, não deixando-os evoluir. Pode parecer confuso, mas pelo menos para 2 pessoas isso realmente é válido. Desculpem-me, a partir daqui o assunto é muito pessoal, então não explicarei mais. De qualquer forma, continue lendo.
Então você diz: "Sim, pode ser. mas e o tiozinho da Coca-Cola, como ele fica?
Realmente, esse vai sentir muito a minha falta. Vai até falir talvez, não antes de entrar numa depressão braba e de cometer um ou dois suicídios. Antes que você pense libertinagem da parte dele (e da minha), eu tenho que contar uma pequena historinha para vocês. É bem pequenininha.
Estava eu, andando as 2h da madrugada pela Alcindo Cacela a procura de uma loja 24 horas aberta para comprar - há, adivinhem o que - COCA-COLA, mas não encontrei nenhuma, até que, exausto, sentei na calçada para chorar, quando alguém sentou do meu lado e perguntou:
- O que aconteceu?
Meu coração gelou, e pensei: "Kct, to fudido!", porém contendo o med... digo, a timidez respondi:
- Não encontrei uma loja aberta que vende Coca-Cola, estou perdido, não vou conseguir viver mais.
- Não se preocupe criança. - Na época eu devia ter uns 18 anos - Eu tenho o que você procura. Venha, entre na minha casa.
Então, rapidamente, contra todas as regras que já foram escritas no livro: "Não fale com estranhos (e muito menos entre na casa deles)", eu entrei.
Estava muito escuro, a pouquissima luz que entrava era penerada pela cortina iluminando apenas um quadro do Michael Jackson, dando um toque ainda mais mórbido para aquele lugar. A luz do quadro refletia um pouco, daí pude perceber uma coisa enorme na minha frente e que estava num quarto pequeno, e atrás estava a porta que dava para a rua. Tentei abrir. Fechada. Ele havia trancada a porta antes mesmo que eu percebesse.
- Espere, fui lá dentro pegar a chave dessa máquina. Não se preocupe, você irá ficar bem. Tranquei a porta por causa de supostos ladrões que andam por essas ruas. de repente, escutei um estranho barulho agudo, como se uma porta fosse aberta, então no fundo do quarto uma luz, cada vez mais brilhante, apareceu. Era estranho, até que soube o que era aquilo: ele havia aberto uma geladeira e de lá, consegui ver meu objetivo, a minha última fonte de prazer, my precious: minha Coca-Cola.
Mas até hoje eu não sei o que era a coisa grande na minha frente. Por mim, que fique por isso mesmo.
- São três real e ciquenta centavos. - disse o velho, cortando aquele momento mágico que só a Disney consegue fazer igual e ainda aplicando uma punhalada no fundo do meu bolso.
(Cara de Espanto) - Tudo isso ?
- Sim, as coisas não estão faceis, sabe como é, o dolar, o FMI e os Sem-Terra. Não tá fácil sobreviver.
- Tudo bem. - disse, meu vício era maior que minha materialidade (sim, sou bastante materialista) - Tome, e me dê minha Coca-Cola.
Rapidamente retirei aquela preciosidade da mãos imundas do cafajeste sanguinário comedor de moedas. Estava satisfeito, minha noite foi salva por um estranho, e devo a ele, pois aquela noite não foi perdida. Ele me deu um copo, pegou duas cadeiras de ferro, destrancou a porta e fomos para a calçada novamente. Ele com sua bebida (uma cerveja fajunta) e eu com meu tesouro. Conversamos sobre vários asssuntos, e percebi que ele não sabia de nada, assim como ele notou que eu também não.
Foi uma longa e boa noite. Nunca conversei tanto com um estranho.
Bem, depois de um ano comprando Coca-Cola naquele absurdo preço, abriu um supermercado no lado de minha casa. Eu não pensei duas vezes, mandei um "cotoco" pro velhin fdp e fui comprar minha Coca um real mais barato. E ali, naquele Supermercado, que encontrei meu mais novo vício: Cup Noodles de Carne (marracão desidratado num copinho azul).
Ahhh, também fiz história naquele supermercado... fui o primeiro a comprar uns 10 cup noodles e algumas cocas (a doida que passa os produtos na maquininha me olhou com uma cara estranha, até eu falar que aquilo era apenas um suprimento para um suposto terremoto que venha acontecer). Aluguei uns DVDs, expulsei todo mundo de casa e tive uns dos melhores finais de semana da minha vida.


Um boneco parecido com o tiozin da Coca-Cola

Putz, escrevi tanta coisa que até esqueci o que eu tava falando. E to com preguiça de ler tudo de novo. Mah num to nem aí.
Falowz

Leonardo Lobo

PS - Pega leve ae, é a minha primeira vez que mexo com imagem, depois eu faço alguma coisa mais bonitizin.
Ps - Eu nao sei quando eu vou postar denovo, por isso, vai meus agradecimentos para todos que visitaram meu blog durante todos esses meses e aos que vão visitar sem saber que ele "acabou por um tempo". Até mais.

domingo, fevereiro 27, 2005

"Se amas e é ignorado, ignore e serás amado"

Meu mote. Eu o sigo fielmente e por causa dele estou onde estou hoje.
Pode ser apenas minha imaginação, mas foi por causa dele que recebi três profundas marcas da vida. Todas relacionadas ao amor (ou seus semelhantes), é claro. Se eu pudesse mostrá-las a você, iriam ver três grandes marcas psicodelicamente coloridas, em letras de formas gigantescas, uma ocupando o espaço da outra, não mostrando nenhuma palavra - ou nexo. É simples, eu era novo e tais feridas foram deixadas por meninas, no tempo em que escreviam uma frase com 4 cores diferentes - e não entendiam o contexto dela (^^).
Não, não vou falar de cada menina ou das histórias das mesmas. Estou aqui para falar do meu mote, do que me condenou a ser o que sou (e que não me arrependo nada). O problema dessa frase é que ela é apenas uma frase e nada mais que isso. Não existe tal coisa. Ainda não existe alguém que siga frases de efeito, ou de valor moral para se dar bem na vida. O máximo que essas "frases" podem fazer é te deixar inspirado a escrever coisas sem sentido, puto da vida porquê não tinha visto tal ligação ainda.
Eu segui um mote, e me destrocei por não entendê-lo. E por não saber usá-lo.
Na parte que era apenas para ignorar o ser amado, eu fui além, ignorei tudo e todos, me isolando, me tornando negro como a noite, e me adaptando a ela. Foi logo depois quando percebi que estava livre da minha Era das Trevas, logo no inicio da minha adolescencia. Quando percebi que estava sozinho, e que não sabia o que fazer, fui seguir justamente essa "fuckin" frase.
Não siga um mote.
Mulheres: Queimem todos os seus diários coloridos ou joguem fora. Aquelas frases ainda podem lhe fazer mau!
Homens: Não fiquem decorando frases de efeito para conquistar mulheres. Não dá, jamais vai colar.
Viados: O mesmo que as mulheres.
E aos "Leos": Tamo fudido mano, tudo por causa de um maldito mote. Uma maldita "fuckin" frase.

Leonardo Lobo

PS - Escrevi ao léu, eu sei. Contemplem minha mais antiga forma de desabafo, porquê nunca tive um diário. E muita criatividade.

Edit: Não gostei muito desse post, mas vou complementá-lo. Vou deixar mais bonitizin... não sei preocupem.

(Ao Som de Muse - Hysteria)

domingo, fevereiro 20, 2005

Sonhos

Você já parou para pensar nos seus sonhos?Você já parou para pensar se é realmente isso que você quer seguir na vida? Algo que sempre idealizou como um bom passo para o seu futuro, mas quando aparece, não tem o mesmo gosto, o mesmo prazer, e acaba em um impasse de escolher seguir o seu “sonho” ou a realidade?
Pois é nisto que eu me encontro agora. Nem mesmo sei se vai acontecer, mas já estou pensando seriamente em desistir de algo que sempre desejei, vangloriei até a morte como sendo o meu futuro ideal, porém, esqueci de olhar com os olhos da realidade.
Apareceu uma chance de ir para os EUA (não, não clandestinamente), e quem sabe, até arrumar um emprego lá.
É nessas horas que eu me pergunto: e os laços de amizade que eu fiz aqui? E minha família, ela devia ser prioritária, não estamos passando por um bom momento.
Finalmente eu consegui arranjar amigos ao invés de colegas de colégio, pessoas em que posso confiar, e que nunca prezei. Jamais prezei nada do que fiz aqui.
É mais uma ironia do destino, mais uma coincidência, mais uma prova de que alguém lá em cima gosta de mim e eu não nem ligo que ele existe. Em alguns momentos da minha vida, eu não iria nem pensar, nada poderia me impedir, eu estaria livre! Mas agora não é esse momento; sim estou passando por dificuldade amorosas (sempre passei, é meu karma), mas nunca passei por dificuldade familiares. Nunca fiquei sozinho. Nunca levei um tapa da vida, sempre fui eu que dava as tapas e mostrava para o mundo meu rosto inchado, me exibindo de “como sou experiente na vida”; mas não sou, não sei lidar nem com uma escolha simples.
Sim, isso é uma escolha simples porque ambas as repostas são lógicas e ambas tem seus prós e contras.
Se eu for, voltarei outra pessoa, com certeza, pois me desligarei dos meus laços familiares. Uma nova vida, pelo amor de Deus, uma nova vida está sendo-me entregue. Colocaram meus sonhos na palma da minha mão e eu, fazendo um esforço enorme, hesito, porque já sinto saudades do meu lar, dos meus amigos, da minha família, do tempo em que passo escrevendo e me martirizando com reviravoltas, fazendo minhas grandes tempestades em pequenos copos d’água.
E esse é apenas mais um.
Por isso que parei para pensar se realmente os sonhos que todos nós acreditamos ser maravilhosos (milagrosos para alguns), não deixam de ser apenas mais um caminho que o destino no colocara, e que nós já sabíamos há bastante tempo. Como muitos dizem, o nosso destino já está traçado, ou seja, já deve estar escrito em algum lugar na nossa mente, e sempre estamos em sintonia com ela, todos nós, por isso as coincidências e ironias fazerem freqüentemente parte de nossas vidas.
Sinceramente, se fosse agora eu ia, porque sei que essa é uma oportunidade única na vida, como muitas que já tive e deixei passar por preguiça e medo de enfrentar o meu destino.

...

Vou ter muito tempo para pensar a respeito.

Leonardo Lobo